Revista Veja dá destaque à musica gospel
Revista Veja dá destaque à musica gospel “Deus é Pop” anuncia a extensa matéria da edição da Revista Veja desta semana, destacando o crescimento da música evangélica no mercado brasileiro. Alguns meses atrás, a revista já havia dado capa ao sucesso de vendas de livros com temática espiritual.O termo gospel surgiu nos Estados Unidos para classificar um tipo
específico de canto coral em igrejas , no Brasil, porém, lembra a Veja “os artistas
evangélicos são múltiplos… gravam ritmos que vão do pop ao forró e ao
rock pesado, passando pelo sertanejo universitário”.
Assinada pelo jornalista Sérgio Martins, aponta alguns números que revelam a força do “fenômeno da
música gospel” atual. Afinal, eles são convidados a participar dos programas de TV como Raul Gil, Eliana, Luciano Huck e Xuxa. Também já ganharam, em dezembro do ano passado, um especial na Globo: Promessas. A Som Livre, gravadora da emissora, e a Sony Music tem contratado vários deles, entrando na onda do que hoje é o segundo gênero mais consumido no país, perdendo apenas para o sertanejo.
Laudeli Leão, diretor de comunicação da MK Music afirma: “Há uma
questão moral. A religião proíbe burlar a lei. A venda de discos
pirateados representa de 10% a 15% do mercado gospel, um índice muito
inferior que os 52% do mercado secular, por exemplo”.Assim, as gravadoras sofrem menos com a pirataria, afinal seu público consumidor entende que é pecado lograr o artista do qual é fã. Estima-se que somente em 2010, o mercado gospel faturou 1,5 bilhão de reais.
Embora a Som Livre tenha medalhões como
Diante do Trono, a Sony já conta com quinze nomes em seu catálogo gospel, incluindo a paranaense
Damares. Seu álbum Diamante ficou em nono entre os mais vendidos no Brasil em 2011, vendendo 400.000 cópias. É um número semelhante ao que vendem Roberto Carlos e Victor & Leo.
Segundo Veja, o compositor mais requisitado do meio gospel é Anderson Freire, 31 anos, de Cachoeira de Itapemirim, no Espírito Santo, e Aline Barros,
Cassiane e
Bruna Karla já gravaram músicas suas.
A revista também deu espaço aos cantores que hoje fazem sucesso no meio gospel, mas que no passado tinham uma carreira secular, como Regis Danese (Ex-Só pra Contrariar) e Pierre Onassis (Ex-Olodum).
De acordo com a pesquisa publicada pela revista:
66% do publico que consome música gospel é do sexo feminino.
56% pertencem à classe C.
A faixa etária que concentra a maioria dos fãs do gênero é de 25 a 44 anos.
600 rádios transmitem programação gospel no país.
128 são as gravadoras gospel do país.
8% é o índice de crescimento anual do segmento.
Os músicos que receberam mais espaço foram:
Aline
Barros, ganhadora por quatro vezes do Gramy Latino na categoria gospel,
já vendeu mais de 7 milhões de discos desde meados dos anos 1990.
Comparada a Ivete Sangalo, é chamada pela revista de “joia do coroa do
mercado gospel”.
Cassiane Santana, que já vendeu cerca de 5
milhões de discos desde o início da carreira. Mais identificada com o
público pentecostal, depois de Aline Barros, é a cantora gospel que
mais vende discos no país, sendo “a maior estrela do selo gospel da
Sony Music”.
Oficina G3, um dos grupos mais antigos do
gênero no país, formado nos anos 1980. Com um público fiel, é
classificado pela Veja como “um ícone gospel junto ao público mais
jovem”. Se destaca por fazer o estilo rock e não ter a maioria de suas
músicas cantadas nas igrejas durante os cultos como quase todos os
artistas gospel.
Diante do Trono: formado em 1997, na
Igreja Batista da Lagoinha, em Belo Horizonte, o grupo conta com corpo
de baile e coro, além da própria banda. Sua principal vocalista é Ana
Paula Valadão, e já vendeu, entre discos lançados pelo grupo e por seus
integrantes em carreira-solo, mais de 10 milhões de cópias
Regis
Danese (nome artístico de Jose Geraldo Danese) já ganhou um Grammy
Latino. Chamado pela revista de “Luan Santana gospel”, seu primeiro
disco, de 2009, vendeu mais de 1 milhão de cópias. Sua música de maior
sucesso “faz um milagre em mim” foi regravada por dezenas de artistas
em diferentes estilos.
Bruna Karla, considerada “a maior
revelação da música gospel nos últimos anos”. Ainda sem ter a carreira
consolidada, faz cerca de 15 shows por mês e atrais um público variado,
que reúne tanto os mais conservadores quanto os mais jovem.
Jotta
A., chamado de “a maior aposta do meio”, foi revelado no programa de
calouros de Raul Gil. Foi contratado pela Central Gospel, do pastor
Silas Malafaia, e recusou a oferta de 1 milhão de reais feita pela Sony
Music. O cantor de apenas 14 anos terá seu primeiro disco com tiragem
inicial de 500.000 cópias, comparável aos números de artistas como Luan
Santana e Paula Fernandes.
A extensa matéria do
semanário ressalta um fator que não é novidade para a maioria dos
evangélicos, a dinâmica própria desse tipo de música. “Todos os dias,
as igrejas recebem novos convertidos, que passam a consumir vorazmente
os produtos evangélicos. E a música é o carro-chefe deles”, explica
Laudeli Leão, diretor de comunicação da
MK Music, a maior gravadora gospel do país.
Outro
fator destacado é a rede de apoio que os artistas tem nas igrejas,
executando as músicas durante os cultos e nas rádios especializadas no
estilo gospel presente em centenas de cidades do Brasil. “Enquanto no
mercado secular as lojas de disco se extinguiram, existe uma rede de
pequenas lojas no mercado evangélico para a venda de Bíblias, livros e
discos”, lembra Mauricio Soares, diretor do selo gospel da Sony Music e
que foi diretor da
Line Records, ligada à Igreja Universal do Reino de Deus.
Fonte: http://musica.gospelprime.com.br/revista-veja-d-destaque-musica-gospel/#ixzz1vh8ypzC4;